Policiais militares são flagrados agredindo grupo em hospital de Minas Gerais

PM apura atuação dos policiais envolvidos em agressão na porta de hospital em Salinas

Repercute nas redes sociais um vídeo em que é possível ver policiais militares de Salinas, no Norte de Minas Gerais, agredindo mulheres em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Um inquérito foi aberto pela própria PM para investigar a conduta dos policiais. Segundo o chamado, um grupo de pessoas estava causando tumulto no local. A imagem é cortada e, na sequência, mostra os PMs do lado de fora da unidade.

A situação fica mais complicada quando um segundo homem é preso e dominado por quatro policiais.

O vídeo chega ao fim com uma segunda mulher se aproximando da primeira, que teve os cabelos puxados, e falando algo com um policial. Imediatamente, um PM agride e derruba a mulher com um forte tapa no rosto. Enquanto isso, o primeiro preso se levanta e também entra no meio da confusão, até ser atingido com chutes por dois militares e cair de novo. Depois disso, a confusão acaba e os militares mobilizam no chão os dois homens e a primeira mulher.

Segundo a polícia, dois homens estavam exaltados e xingando os funcionários no hospital.

A Polícia Militar, então, deu voz de prisão aos dois, que resistiram, o que exigiu o "uso diferenciado da força". Além disso, a corporação informou que as mulheres tentaram impedir que os policiais algemassem os homens. Os militares foram chamados para resolver uma confusão na portaria da unidade de saúde, quando durante uma briga generalizada terminou depois de uma mulher levar um soco e outra, um tapa.

Os envolvidos, sendo três homens e duas mulheres, foram conduzidos à Delegacia de Polícia para providências de polícia judiciária pertinentes.

Quanto a agressão dos policiais, a PM afirmou que, "com base nas imagens, o Comandante da Unidade, Major PM Giovane Rodrigues de Oliveira, determinou a abertura de um Inquérito Policial Militar em caráter de urgência, já procedendo à o já procedendo à oitiva [interrogatório] dos envolvidos e dos policiais militares".

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