Polícia Federal mira esquema de desvio em contratos da Caixa

Sede da Caixa em Brasília

BRASÍLIA - (Atualizado às 13h17) A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Backbone, para desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar dinheiro da Caixa Econômica Federal.

Parte dos valores era distribuída pela empresa de consultoria para os demais membros da organização criminosa.

Cerca de 50 policiais federais cumprem os mandados, alguns na sede do banco em Brasília.

De acordo com a PF, para justificar o acréscimo patrimonial, os empregados da CEF e o sócio administrador da empresa de consultoria celebravam contratos de compra e venda de imóveis, viabilizando assim o branqueamento de capitais.

A Microsoft, por exemplo, fechou por meio da sua revendedora Allen um contrato de R$ 144,4 milhões em 2015 para estações de trabalho e servidores.

O nome da operação, Backbone, é um termo da área da informática e se refere à espinha dorsal de um sistema de rede de computadores.

As investigações apontam que os funcionários do banco e o sócio da empresa de consultoria recebiam propina para favorecer as empresas de TI contratadas pela CEF.

Como funcionava o esquema: as empresas de TI repassavam o dinheiro ilícito para a empresa de consultoria por meio de contratos de prestação de consultorias, a princípio inexistentes.

A Caixa informou que forneceu informações e documentos antes da operação para contribuir com as investigações.

Segundo a corporação, os contratos em investigação somam um valor aproximado de R$ 385 milhões. Se constatadas as fraudes, os envolvidos devem responder por participação em associação criminosa, corrupção ativa e passiva.

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