PF cumpre mandados ligados à operação Lava Jato no Rio

O presidente da Alerj deputado Jorge Picciani

A Polícia Federal tenta cumprir na manhã desta terça-feira (14) mandados de prisão contra Jacob Barata Filho, maior empresário do setor de ônibus do Rio, e Felipe Picciani, filho do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani.

Jorge Picciani, Paulo Melo e Albertassi só não serão presos neste momento porque a Constituição estadual, no Artigo 120, estabelece como única possibilidade de prisão provisória o flagrante de crime inafiançável, à exceção de casos com licença prévia da Alerj. Se o pedido for acolhido pela Justiça, o presidente da Alerj poderá ser preso. Os policiais também fazem buscas em gabinetes de deputados da Alerj. Os procuradores também vão pedir a prisão dos parlamentares. A medida foi requerida pela força-tarefa da Lava-Jato no Rio.

Em março, Jorge Picciani foi conduzido coercitivamente durante a Operação "O Quinto de Ouro", a partir de informações de um delator ligado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho Filho, que levou à prisão de ex-integrantes do órgão acusados de corrupção.

Também há mandados de busca e apreensão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em imóveis ligados a Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), e do deputado Paulo Mello, que também é alvo de condução coercitiva - quando a pessoa é levada para depor. A operação é um desdobramento da Operação Ponto Final, que investiga desvios de verba no transporte público do estado.

O nome da Operação Cadeia Velha é uma referência ao fato do local onde está a Alerj ter sido, no passado, uma prisão.

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