Já há duas greves em curso e a terceira será total — Professores

Nova greve de professores vai atrasar matéria e destabilizar alunos

A carta chegou a meio da manhã à Federação Nacional dos Professores (FENPROF), poucos minutos depois de a estrutura liderada por Mário Nogueira ter emitido um comunicado, em que lamentava o silêncio do Governo desde que, no passado dia 3, foi convocada a greve nacional desta quarta-feira para lutar contra o facto de os últimos dez anos de serviço não contarem para o descongelamento das carreiras.

Também o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, acredita que terá um forte impacto a greve assim como a manifestação em frente ao parlamento no mesmo dia em que o ministro Tiago Brandão Rodrigues vai à Assembleia da República debater o OE na especialidade.

A Fenprof, conta o "DN", promete estar nas ruas ao longo de 2018 - podendo abranger momentos delicados do ano letivo, como "as avaliações" do primeiro período.

Na base das reivindicações dos docentes, está a intenção do governo de não contabilizar quase uma década de tempo de serviço.

A contestação dos professores já está a fazer sentir-se nas escolas, já que, segundo a Fenprof, desde a semana passada que está a decorrer uma greve a tarefas "letivas" não consideradas como tal pelo ministério, como o apoio a alunos com dificuldades no aproveitamento.

Na segunda-feira, a federação deu início a uma greve no primeiro tempo de aulas que se irá manter até ao final do 1º período. A greve de amanhã é mais um passo na intensificação dos protestos. "Estamos 100% disponíveis para um faseamento [das progressões]", explica Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, ao matutino. "E estou convicto de que [a paralisação de amanhã] vai ser uma greve de professores como há muito não se vê". "Penso que a grande greve será a de quarta-feira", acrescenta Filinto Lima.

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