Há mais milionários em Portugal

Riqueza global aumentou 27% na última década e Portugal acompanhou tendência

Segundo o documento, 3,5 bilhões de adultos tem riqueza abaixo de US$ 10 mil, ou 2,7% da riqueza global.

Os dados constam da oitava edição do "Global Wealth Report 2017", que atualiza anualmente os dados de distribuição de riqueza no mundo e faz projeções para o segmento num horizonte de cinco anos à frente. O critério para medir a quantidade de milionários considera as cifras na moeda americana.

A expectativa é que em 2022 a riqueza global atinja US$ 341 trilhões, com o número de milionários subindo 22%, para 44 milhões.

A lista é encabeçada, além dos EUA, pelo Japão (2,693 milhões), o Reino Unido (2,189 milhões), a Alemanha (1,959 milhões) e a China (1,953 milhões).

E segundo as estimativas do Credit Suisse, o número de milionários em Portugal deverá continuar a aumentar nos próximos anos, aproximando-se dos 77 mil, em 2022.

Os argentinos, por sua vez, contam entre eles com 30 mil milionários, número que experimentará um aumento de 127% até 2022, data na qual haverá 68 mil, segundo o relatório.

Há cada vez mais milionários a viver em Portugal.

Como a riqueza cresceu em velocidade maior que a inflação, a riqueza média global por adulto atingiu um nível recorde de 56.540. Isto reflete ganhos generalizados nos mercados de ações combinados com aumentos semelhantes em ativos não financeiros, que pela primeira vez neste ano ultrapassaram o nível de 2007, antes da crise. "Em nosso mercado doméstico, a Suíça, a riqueza por adulto aumentou mais de 40% durante esse período e continua liderando o ranking global", disse Urs Rohner, presidente do Credit Suisse.

Afetado por uma crise dupla, política e econômica, o Brasil enfrentou sérias dificuldades nos anos recentes. "Em linha com isso, a riqueza média por adulto caiu 35% desde 2011", aponta o relatório. Em geral, os dados apontam para uma desvantagem desta geração, abrangendo dados como condições mais exigentes no crédito à habitação, aumento dos preços das casas, aumento da desigualdade e menor mobilidade de rendimento - fatores que acabam por travar a acumulação de riqueza por jovens trabalhadores em muitos países.

A desigualdade de renda no país fica clara no relatório: quase metade da riqueza do país (44%) está nas mãos de apenas 1% dos brasileiros. Há 3,5 bilhões de pessoas no mundo com menos de US$ 10 mil ou 2,7% da riqueza global. Há 36 milhões de milionários que concentram 46% do património mundial.

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