Em interrogatório, Cunha diz ter apresentado Geddel e Henrique Alves a Funaro

Daniel Ferreira  Metrópoles

Disse que só recebeu contribuições de campanha legais de empresários, pois não teria necessidade de fazer caixa 2.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) presta depoimento, na manhã desta segunda-feira (6/11) à Justiça Federal do Distrito Federal. Em entrevista recente à revista Época, Cunha disse que a delação de Funaro foi feita exclusivamente pelo que "ele ouviu dizer de mim" e que "essas coisas não aconteceram". "Fui procurado lá no Paraná", afirmou Cunha. Não contente apenas com a atenção que estará voltada para o seu depoimento, Cunha pediu e conseguiu autorização para dar uma coletiva para a imprensa após o término da audiência. O ex-deputado se defendeu da acusação do doleiro Lúcio Funaro de que teria sido beneficiado por um suposto esquema de corrupção em financiamentos do Fundo de Investimentos do FGTS da Caixa Econômica Federal.

Cunha disse que não participou da reunião entre Funaro e Moreira Franco e não sabe o que foi conversado.

O político afirmou que Funaro quer "atribuir tudo" a ele e negou ter participado de qualquer esquema de propina acerca do fundo administrado pelo banco estatal.

Cunha também foi enfático ao rebater a declaração do doleiro de que o grupo empresarial Bertin teria pago propina ao PMDB em troca da liberação de financiamento. Disse que Funaro é mentiroso e a delação seria uma espécie de "Posto Ipiranga" onde toda a culpa cai sobre ele, Eduardo Cunha. Outros três réus já foram ouvidos na semana passada - além de Funaro, Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, e Alexandre Magotto, ex-funcionário do corretor de valores.

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