Amigos, amigos, negócios à parte. Trump quer novo acordo comercial com Japão

Presidente dos EUA Donald Trump e o premiê do Japão Shinzo Abe alimentando carpas no Palácio Akasaka Tóquio

O Pentágono, por seu lado, considerou que "a única forma" de destruir, com "certeza absoluta", o arsenal nuclear norte-coreano, seria através de uma invasão terrestre, segundo um documento enviado a congressistas dos EUA. "É hora de efetuar a máxima pressão possível sobre a Coreia do Norte", afirmou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe (foto; à esquerda), durante a coletiva de imprensa realizada depois da reunião com Donald Trump (foto; à direita).

"Apoiamos a política de Trump segundo a qual todas as opções estão em cima da mesa" para conter o rápido desenvolvimento do programa nuclear e de mísseis de Pyongyang, disse.

O Japão afirma que durante seis anos pelo menos 17 japoneses (incluindo cinco que regressaram) foram sequestrados pela Coreia do Norte para dar aulas de cultura e língua no âmbito do programa de formação de espiões.

O Kasumigaseki Country Club irá acolher o torneio de golfe dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Após o almoço, os dois líderes jogaram com Hideki Matsuyama, golfista profissional japonês.

Abe, por sua vez, disse que durante os seus encontros previstos para hoje e amanhã com Trump espera "dedicar tempo ao problema da Coreia do Norte", assim como para "aprofundar os laços de amizade e construir uma relação mais forte", em declarações publicadas pela "NHK".

O presidente norte-americano conclui que é preciso um novo acordo comercial negociado, sublinha, de forma amigável.

Durante a viagem ao Japão, a VOA perguntou ao presidente se tinha uma mensagem para o povo da Coreia do Norte.

"Eu acho que eles são óptimas pessoas. Eles são trabalhadores. Eles são calorosos, muito mais do que o mundo sabe ou entende, são óptimas pessoas (...)".

A viagem pela Ásia ainda deve ter um encontro entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em meio às investigações nos Estados Unidos sobre a suposta interferência do Kremlin na eleição norte-americana de 2016.

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