Polícia procura droga em casa de filho de Lula da Silva

A ex-presidente também disse que se tratou de uma perseguição a Lula

Mas os agentes que participaram na operação, só conhecida quarta-feira e que nesta quinta ainda estava cercada de dúvidas, retiraram do imóvel dois computadores portáteis, outro material informático e diversos documentos em papel.

A operação foi deflagrada depois de uma denúncia anônima feita por telefone ao Disque Denúncia. A pessoa dizia que drogas poderiam estar sendo consumidas na residência. No entanto, ela ressalta que o pedido para que o mandado fosse expedido, ainda que apresentado com documentos e relatório assinado por três investigadores de polícia, "não identificava o morador das residências".

Na terça, o advogado da família de Lula, Cristiano Zanin, afirmou, por meio de nota, que a ação foi abusiva.

Mandado de busca e apreensão mostra que polícia deveria apreender "entorpecentes, armas e outros objetos ligados ao crime". "A busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida", afirmou ele.

Para os advogados de Lula da Silva e para o Partido dos Trabalhadores, a acção policial foi ilegal e mais uma tentativa de atingir a honra do antigo governante através da imputação de suspeitas sobre familiares.

Marcos Lula da Silva, que é filho biológico apenas da falecida mulher de Lula, Marisa Letícia, mas que o ex-presidente adoptou como filho quando casou com ela, tentou fazer carreira política em São Bernardo do Campo, onde o pai vive e tem o seu berço eleitoral, mas sem grande sucesso.

O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, Alencar Santana Braga, afirmou que Alckmin "tem que explicar a perseguição de sua polícia aos filhos de Lula". Ele deixou a secretaria em 2012 para se eleger vereador, posto que ocupou até o ano passado, quando não conseguiu ser reeleito.

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