Nuzman renuncia à presidência do Comitê Olímpico Brasileiro

Carlos Arthur Nuzman quando foi preso pela Polícia Federal- BRUNO KELLY  REUTERS

O presidente licenciado do Comitê Olímpico do Brasil (COB) teve sua prisão temporária convertida em prisão preventiva - isto é, sem prazo determinado - na noite de segunda-feira, pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, que acatou pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Preso desde quinta-feira (5), ele já havia se afastado de seu cargo, mas agora renunciou por meio de carta enviada ao COB. Ele é investigado por suposta compra de votos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para eleição da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O ex-presidente do COB teria atuado como intermediário em um esquema de corrupção com o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Arthur Soares, o "Rei Arthur", que está foragido. Ele comandará a entidade até o fim do mandato, em 2020.

Paulo Wanderley é o presidente interino do COB.

Venho, pela presente, reiterar os termos de minha correspondência, datada de 6 de outubro de 2017, em especial a minha completa exoneração de qualquer responsabilidade pelos atos a mim injustamente imputados, os quais serão devidamente combatidos pelos meios legais adequados.

O dirigente está preso e deixou o cargo para se dedicar a sua defesa.

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