Donald Trump volta a criticar acordo nuclear com Irã

O acordo, assinado em 2015, visa um entendimento entre os dois países - o Irão congela o avanço nuclear e os Estados Unidos levantam todas as sanções que havia imposto, incluindo a proibição de vender petróleo ou de marcar presença nos mercados internacionais.

As autoridades europeias descartaram a renegociação do acordo, mas partilham as preocupações de Trump com a influência destabilizadora do Irão no Oriente Médio.

"Apesar de o acordo ser falho, eu acredito que devemos impor o máximo que pudermos dele", afirmou o deputado republicano Ed Royce, presidente do Comitê de Assuntos Externos, na quarta-feira. O documento implica que Donald Trump, ou qualquer que seja o chefe de Estado vigente, verifique a cada 90 dias que as linhas gerais estão a ser cumpridas.

Funcionários americanos admitem que desta vez Trump pode não certificar o acordo, passando a responsabilidade ao Congresso, sob o risco da retomada das sanções contra Teerã.

Ao que sabe a BBC, a intenção de Donald Trump é "consertar" este acordo nuclear.

Trump deverá argumentar perante os deputados que o acordo com o Irão não serve os interesses de segurança nacional dos EUA, mas segundo a AP não deverá insistir na aplicação de novas sanções a Teerão. Também a Agência Internacional da Energia Atómica e o próprio Congresso dos Estados Unidos dizem que os iranianos estão a cumprir o acordo nuclear desde o primeiro dia e que não há qualquer motivo para a suspensão do mesmo.

"Fizemos isto por fraqueza, quando na realidade temos muita força".

Notícias relacionadas: