Desembargador nega habeas corpus a Nuzman

Nuzman teve sua prisão temporária convertida em preventiva por tempo indeterminado nesta segunda-feira- Gabriel de Paiva  Agência O Globo

O presidente licenciado do Comitê Olímpico do Brasil (COB) teve sua prisão temporária convertida em prisão preventiva - isto é, sem prazo determinado - na noite de segunda-feira, pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, que acatou pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF). O parecer foi do desembargador federal Abel Gomes, da Primeira Turma Especializada do TRF2.

Segundo investigadores, Nuzman e o diretor-geral do COB, Leonardo Gryner, intermediaram o pagamento de propinas para que o Rio fosse escolhido a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Preso desde quinta-feira (5), ele já havia se afastado de seu cargo, mas agora renunciou por meio de carta enviada ao COB. Nuzman também estaria envolvido no esquema de corrupção na gestão do ex-governador Sergio Cabral.

"O mais importante é que nossos atletas estão competindo mundo afora", disse ao Terra o novo presidente do COB, Paulo Wanderley, então vice que passou a substituir Nuzman. Considerando-se, todavia, a necessidade de dedicar-me, integralmente, ao pleno exercício do meu direito de defesa, renuncio de modo irrefutável e irretratável ao cargo de presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, bem como ao de membro honorário de sua Assembleia Geral”, diz o documento.

A decisão da Justiça considera que as decisões da primeira instância estão devidamente fundamentadas e que elas apontam o envolvimento de Nuzman na assinatura de contratos com empresas já relacionadas com o esquema criminoso envolvendo Sérgio Cabral.

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