Costa admite consequências políticas "se for caso disso" — Incêndios

Armando Franca

Mais tarde, interrogado sobre eventuais responsabilidades políticas decorrentes do relatório, António Costa, respondeu: "Se for caso disso, sim". António Costa, que tinha ao seu lado os ministros da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e da Agricultura, Capoulas Santos, falou aos jornalistas depois de ter estado reunido mais de uma hora com o coordenador da Comissão Técnica Independente, João Guerreiro. "Queremos passar das recomendações do relatório à prática", declarou o líder do executivo. "A Comissão divulgou uma curta nota".

A comissão nomeada para analisar os fogos de junho na região Centro reconhece que o controlo do incêndio se tornou "progressivamente mais difícil pelo crescimento rápido do perímetro", sempre acima da "capacidade de extinção e projeções em número significativo", mas critica o facto de o combate ao então flanco direito do fogo ter sido "descurado", o que foi decisivo "para a sua rápida expansão".

"O que nos compete fazer é uma reflexão", insisitiu o primeiro-ministro, acrescentando que o tema também será motivo de debate na Assembleia da República no próximo dia 27.

E é aqui que o governantes apela a que este relatório seja "a base de um consenso político e social alargado que permita ao país tomar as medidas necessárias para prevenir a repetição de novas tragédias". Agora, iremos ler o relatório, refletir sobre o relatório e tiraremos todas as ilações que houver a tirar do relatório em matéria de responsabilidades.

Já está disponível no site da Assembleia da República o relatório da comissão técnica independente sobre a tragédia de Pedrógão. A principal conclusão é que se tratou de "um desastre antecipado".

Quanto às recomendações que constam do documento, António Costa lembra que estas serão analisadas no Conselho de Ministros da próxima semana, mas que servirão de guia para a reforma florestal que quer completar e para uma reforma da protecção civil.

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