Aumentos extraordinários faseados em 2018 custam 47 milhões em 2019 — Pensões

O Governo acolheu hoje a proposta do PCP para um aumento de pelo menos 10 euros de todas as reformas, podendo verificar-se já em janeiro ou "mais a meio do ano", segundo fonte ligada às negociações.

O aumento extra das pensões foi uma proposta introduzida no debate do Orçamento pelo PCP, que pretendia que a medida se aplicasse a todos os pensionistas, estimando um custo de 140 milhões de euros, mas fez também parte das reivindicações do Bloco junto do ministro das Finanças na negociação do Orçamento. Se em 2016 a subida não foi considerada, em 2017 foi possível um aumento de dez euros, que se vai repetir e em 2018 abrangerá mais de um milhão de pensionistas ao mesmo tempo que, para um universo superior a meio milhão, haverá também um aumento de seis euros.

Os partidos que apoiam o Executivo no Parlamento queriam o aumento extraordinário já no início do ano, mas garantiu-se que aconteceria apenas a meio de 2018 para as pensões: 6 euros para as mais baixas e 10 euros para as restantes.

Assim, no próximo ano o Estado pagará mais 35 milhões de euros para suportar este aumento das pensões, fatura que agrava para os 47 milhões no ano seguinte. Acontece que havia pensionistas que, mesmo assim, ficavam aquém dos dez euros de aumento, pelo que a esquerda insistiu com este aumento extraordinário que, na prática, garante um aumento mínimo.

Já a atualização automática das pensões, na sequência do Estatuto do Aposentação, representa um custo de 357 milhões de euros.

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