Fogo em Pampilhosa da Serra combatido por 509 operacionais com meios aéreos

Chamas na Pampilhosa voltam a assustar Tony Carreira

Estavam 374 operacionais, auxiliados por 111 meios terrestres e quatro meios aéreos a combater o incêndio que deflagrou pelas 23h21 de sexta-feira na localidade de Castanheira, na freguesia de Fajão-Vidual, concelho de Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra, por volta do meio dia, segundo a página de Internet da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC).

"É o incêndio que concentra as preocupações, com uma vasta área ardida - arvoredo e mato essencialmente".

O incêndio de Pampilhosa da Serra, que reúne mais bombeiros entre os seis maiores fogos a afetar Portugal continental, "está longe de estar controlado" e a situação "não está fácil", disse hoje o presidente da câmara daquele concelho. "Não há casas em perigo, mas a trajetória das seis frentes apanha na linha do horizonte pequenos povoados e habitações dispersas", declara Pedro Araújo à TSF.

O facto de se estar perante um povoamento florestal muito denso, com "elevada carga combustível" e de acessos difíceis dificulta o combate às chamas, não sendo possível prever quando poderão vir a ser dominadas, referiu Pedro Araújo, sublinhando que o fogo "está longe de ser dominado".

As chamas estão a ser combatidas por 360 operacionais, apoiados por 109 veículos e cinco meios aéreos, três dos quais pesados (dois aviões e um helicóptero).

Além disso, os meios de combate disponíveis são cada vez menos, tantas têm sido as ocorrências, acrescentou a mesma fonte, salientando que entre a meia-noite e as 22 horas de sábado, se registaram, no território do continente, mais de duas centenas de incêndios, quantidade superior à verificado em alguns dias de agosto deste ano.

As estradas nacionais (EN) 544 e 508 estão cortadas ao trânsito naquela zona, das encostas da Serra do Açor, no interior do distrito de Coimbra.

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