Presidente do BNDES: juros altos do governo Temer são 'pornografia econômica'

Presidente do BNDES: juros altos do governo Temer são 'pornografia econômica'

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou nesta quarta-feira que qualquer decisão a respeito da devolução antecipada de recursos do BNDES ao Tesouro respeitará a capacidade e a necessidade de oferta de crédito do banco de fomento.

Segundo ele, o banco precisa de tempo para substituir suas fontes de financiamento.

Rabello destacou que a participação do BNDES na economia realmente tem caído, mas "a única coisa que não cai é o juro real". "Às vezes a imoralidade veste terno e gravata". O presidente da instituição, Paulo Rabello, no entanto, afirmou hoje que não tem esses recursos para repassar.

O discurso mais duro, no entanto, não estaria ligado à filiação ao PSC (Partido Social Cristão), anunciada na terça (3).

"Acho normal a defesa aguerrida do interesse direto da instituição pela direção, e estamos todos trabalhando para conseguir o melhor possível".

Paulo Rabello afirmou ainda que há economistas da "meia-entrada", que comemoram que o banco de desenvolvimento está encolhendo. "Muito bem, parabéns", ironizou em referência aos economistas Marcos Lisboa e Zeina Latif que criticaram os subsídios econômicos, incluindo os juros mais baixos praticados pelo BNDES.

Além de R$ 50 bilhões a ser devolvido neste ano, o governo conta com R$ 130 bilhões em 2018 para cumprir a "regra de ouro", que impede que o governo se endivide para pagar despesas de custeio, como salários. Meirelles fez esta afirmação ao ser perguntado sobre como é seu relacionamento com o Rabello, que mesmo em público não tem poupado críticas severas à Taxa de Longo Prazo (TLP), à política monetária e tem sido bastante enfático na impossibilidade de o banco de fomento antecipar a devolução ao Tesouro Nacional de um total de R$ 180 bilhões. Os recursos devolvidos evitariam que a regra fosse descumprida.

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