Exposição com homem nu leva Bolsonaro e MBL à loucura

Reprodução  Wiki Commons

As imagens mostram o artista Wagner Schwartz sem roupas, deitado no centro de um tablado, interagindo com os espectadores, incluindo uma criança que aparenta ter entre 4 e 6 anos de idade.

No vídeo é possível ver o homem com o pênis a mostra, com várias pessoas próximas observando e uma menina sendo incentivada a aproximar dele e ficar tocando seu corpo.

Intitulada La bête, a intervenção ocorreu na última terça-feira (26), como parte da abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira. A performance evoca um "Bicho", obra manipulável da artista Lygia Clark (1920-1988). "O Museu lamenta as interpretações açodadas e manifestações de ódio e de intimidação à liberdade de expressão que rapidamente se espalharam pelas redes sociais". É importante ressaltar que o Museu tem a prática de sinalizar aos visitantes qualquer tema sensível à restrição de público.

Em nota no Facebook, o MAM afirma que a sala da apresentação tinha sinalização sobre nudez e que "o trabalho não tem conteúdo erótico". Portanto, os esclarecimentos acima denotam que as referências à inadequação da situação são fora de contexto.

Duas semanas depois de o banco Santander determinar o fechamento da exposição Queermuseu, em Porto Alegre, em meio a uma onda de críticas conservadoras, outra exposição artística se tornou alvo de protestos nas redes sociais. Nas redes sociais, internautas classificam a ação como "pedófila", de acordo com o Jornal do Commercio. O Movimento Brasil Livre (MBL) e outros movimentos reagiram falando em crime. O que deveria funcionar como uma releitura dos emblemáticos Bichos de Lygia Clark, acabou chamando a atenção pela interação de uma criança com o corpo nu do performer. E acrescentou: "Talvez seja comum para eles uma criança envolvida em performances do tipo, só que a sociedade brasileira não é obrigada a assistir espetáculos de natureza criminosa e continuar calada".

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