Míssil norte-coreano é "nova provocação escandalosa", diz União Europeia

China apoiará novas sanções mas não um embargo que ameace o regime da Coreia do Norte

Pyongyang lançou hoje um míssil que sobrevoou o norte do Japão, anunciou o governo de Tóquio logo após o disparo, que não provocou danos.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 13, a Coreia do Norte prometeu acelerar seu programa de armas nucleares em resposta à aprovação de novas sanções contra o país.

"A comunidade internacional precisa de se juntar e enviar uma mensagem clara à Coreia do Norte que está a ameaçar a paz mundial com as suas acções", disse Shinzo Abe, o primeiro-ministro japonês.

O encontro dos 15 países membros foi convocado por Estados Unidos e Japão, após o lançamento, na última sexta-feira, de novo míssil no mar do Pacífico japonês, pela Coreia do Norte.

"Isto é outro ato perigoso, imprudente e criminoso por parte do regime da Coreia do Norte que ameaça a estabilidade da região e do mundo e que condenamos totalmente", afirmou Malcolm Turnbull ao canal Sky News da televisão por cabo da Austrália.

De acordo com o governo japonês, o míssil sobrevoou a ilha nipônica de Hokkaido (norte) às 7h06 locais (19h06 de Brasília, quinta-feira) e caiu no mar a quase 2 mil quilômetros de sua costa.

O Japão entrou em alerta vermelho.

As Forças Armadas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos estão analisando as informações do lançamento.

O presidente sul-coreano Moon Jae-In declarou ao Conselho de Segurança Nacional que o diálogo com o Norte é "impossível em tal situação". "A China e a Rússia têm de demonstrar as intolerâncias delas contra este lançamento temerário tomando ações diretas próprias", disse o chefe da diplomacia dos Estados Unidos.

A crise na península se agravou em julho, quando Pyongyang fez um teste de um míssil intercontinental.

Isso levou o presidente Trump a dizer que responderia com "fogo e fúria" a um ataque norte-coreano.

Imagens de satélites obtidas pelos EUA mostram que o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte no início deste mês foi poderoso o suficiente para afundar uma área de cerca de 343 metros quadrados no pico de uma montanha acima dos túneis onde provavelmente ocorreu a experiência.

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