EUA e Coreia do Sul fazem exercícios em nova demonstração de força

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump fez seu primeiro discurso na ONU

Em seu primeiro discurso na 72ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Trump falou sobre a ameaça de "países erráticos" e mencionou também o Irã e a Síria. "O 'homem-míssil' está em uma missão suicida, para ele e para o regime", disse o presidente em referência ao líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

O disparo de sexta-feira foi efetuado depois de terem sido aprovadas pelo Conselho das Nações Unidas novas sanções económicas contra o regímen de Pyongyang.

O áudio foi substituído às 15h22 para acréscimo de informação.

"Estamos prontos, dispostos e aptos (a atacar a Coreia do Norte), mas esperamos que não seja necessário".

Seul, 18 set (Lusa) - Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão vão realizar um exercício antimísseis no final deste mês, perante contínuos lançamentos da Coreia do Norte, disse hoje um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

O presidente americano reforçou que os testes nucleares e de mísseis balísticos da Coreia do Norte "ameaçam o mundo inteiro", pedindo unidade para isolar o regime de Pyongyang.

A fala de Trump defende uma política externa norte-americana focada em reduzir burocracias globais, baseando alianças em interesses compartilhados e desviando Washington de exercícios de construção de Estados no exterior.

Nesse sentido, o presidente americano tem o firme apoio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, outro adversário de Teerã.

Assim como já vinha dizendo desde sua campanha à Casa Branca, Trump voltou a definir o acordo nuclear com o Irã como uma das piores coisas para os EUA. "Não podemos ficar de fora e observar".

No geral, a contribuição dos Estados Unidos passa por ajudar os outros países a terem melhores condições para receberem refugiados.

Em uma crítica velada à China, o presidente disse: "É um ultraje que algumas nações não só façam comércio com esse regime, mas forneçam armas, suprimentos e apoio financeiro a um país que põe o mundo em risco".

"As pessoas poderosas presentes nesta sala, sob os auspícios das Nações Unidas, podem resolver muitos dos problemas complexos". "Nosso sucesso depende de uma coalizão de nações fortes e independentes que abracem sua soberania para promover segurança, prosperidade e paz, para cada um de nós e para o mundo", expressou o presidente, que defende uma visão unilateral do mundo.

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