Secretário-geral da ONU condena disparo de míssil norte-coreano

Coreia do Norte ameaça

Uma agência estatal afirmou que a Coreia do Norte ameaçou nesta quinta-feira (14) usar armas nucleares para "afundar" o Japão e reduzir os Estados Unidos a "cinzas e escuridão" por apoiar uma resolução e sanções do Conselho de Segurança da das Nações Unidas (ONU) contra o mais recente teste nuclear do regime norte-coreano, segundo a Reuters.

O lançamento não representou perigo direto para as populações, mas levou a que fosse emitido um alerta à população (também conhecido por J-Alert) para procurarem abrigo às primeiras horas da manhã de sexta-feira.

"As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear".

Os transportes de comboios entre Hokkaido e a principal ilha do Japão, Honshu, foram suspensos provisoriamente após o disparo, mas o tráfego aéreo não foi afetado.

Pouco após saber do novo lançamento, o Conselho de Segurança anunciou a convocação de uma reunião de urgência para hoje, com o objetivo de fazer consultas a portas fechadas. A ilha fica a 3.400 km da Coreia do Norte.

Segundo a NHK, canal estatal japonês, o míssil foi lançado às 6h57 (22h57 em Lisboa) e passou a norte da ilha de Hokkaido, tendo caído no oceano Pacífico, a cerca de dois mil quilómetros a este do Japão.

"Não podemos adivinhar as intenções da Coreia do Norte, mas, levando em consideração as declarações anteriores, penso que [o regime norte-coreano] tinha Guam em mente", declarou o ministro.

A proposta inicial dos Estados Unidos junto da ONU, que não foi aprovada, previa a proibição total da venda de gás, petróleo e produtos petrolíferos refinados à Coreia do Norte.

A Coreia do Norte afirma ter feito a explosão de uma bomba de hidrogênio e, enquanto os EUA, por um lado, não contradizem a informação, também não a confirmam.

Ainda que a nota seja direcionada à China e à Rússia, o secretário americano pediu "que todas as nações acatem as novas sanções estabelecidas pelo Conselho de Segurança da ONU".

"Estas contínuas provocações apenas aprofundam o isolamento diplomático e económico da Coreia do Norte", completou o secretário de Estado norte-americano.

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