Organogramas ilustram participação de Temer em organização criminosa do PMDB

Em fevereiro Temer disse que afastaria ministros que fossem denunciados Reprodução  Twitter Palácio do Planalto

Esses fatos foram encaminhados ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que a Procuradoria Geral da República possa dar andamento na #denúncia por formação de organização criminosa.

O presidente Michel Temer discute com seus principais auxiliares fazer um pronunciamento nesta terça-feira (12) após a Polícia Federal ter concluído inquérito apontando indícios de uma organização criminosa formada por integrantes do PMDB.

Segundo a PF, "o grupo mantinha estrutura organizacional com o objetivo de obter direta e indiretamente vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta".

A Polícia Federal concluiu o relatório embasada no fato que os denunciados em questão tinham condições de distribuir o dinheiro entre os demais membros da "organização criminosa", conforme atesta a denúncia, e tinham também o poder de comandar os demais do grupo, favorecendo a corrupção através de evasão de divisas, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa.

Considerado operador de propinas do PMDB, Lúcio Funaro também foi citado no relatório. "Acho que quem tem que explicar é a Polícia Federal e, eventualmente, se (Geddel) tiver algum tipo de relação, ele também deve explicar", afirmou o senador Romero Jucá (RR), presidente do PMDB.

Na avaliação do núcleo político do governo, Janot não deixará o cargo, no fim desta semana, sem apresentar nova denúncia contra Temer.

Segundo o documento, o presidente teria recebido até R$ 31,5 milhões em vantagens pela atuação no grupo.

O blog não conseguiu contato com Manoel Júnior e ele não retornou as ligações. As investigações apontaram que integrantes da cúpula do PMDB participavam de uma organização criminosa, com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas na administração pública.

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informou que Temer "não participou e nem participa de nenhuma quadrilha".

O texto ainda afirma que as acusações são "insinuações descabidas", vazadas para "tentar denegrir a honra e a imagem pública" do presidente antes mesmo de serem apreciadas pela Justiça. Já Moreira Franco disse que jamais participou de qualquer grupo "para a prática do ilícito".

A defesa de Eduardo Cunha "nega de forma veemente todas as acusações e prestará os devidos esclarecimentos oportunamente".

Outros aliados do presidente como Moreira Franco e Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala, também aparecem ligados a Temer por meio de flechas. "Repudio a suspeita", disse.

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