Joesley é transferido de Brasília para SP

Defesa de Joesley e Saud pede revogação de prisão temporária ao STF

Joesley foi incluído na mesma denúncia apresentada, nesta quinta-feira (14), contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Joesley e seu irmão, Wesley Batista, foram alvos de um mandado de prisão na quarta (13) pela Operação Tendão de Aquiles, a pedido da Justiça Federal de São Paulo.

"Foi covardia (do procurador-geral da República, Rodrigo Janot) depois de tudo o que fizemos", disse Joesley.

Os executivos estão com a imunidade penal suspensa por decisão do STF de prendê-los temporariamente.

"Em razão de fatos novos, foi instaurado Procedimento de Revisão acerca destes ajustes firmados e o Procurador-Geral da República concluiu que houve omissão deliberada, por parte dos referidos colaboradores, de fatos ilícitos que deveriam ter sido apresentados por ocasião da assinatura dos acordos". A delação deles foi homologada por Fachin em 11 de maio e, posteriormente, confirmada pelo Supremo em 29 de junho.

Janot anula delação e pede que Moro investigue Joesley Batista e Saud.

A declaração foi feita durante audiência de custódia ao juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, na ação em que Joesley e o irmão Wesley Batista são acusados de manipulação do mercado financeiro. "O primeiro ocorre por descumprimento de cláusulas do acordo por uma das partes, enquanto que o segundo se dá por um vício legal de formação do acordo, como a desobediência aos termos da Lei 12.850/2013 ou vícios na formação do contrato (vontade, forma e objeto)".

A rescisão surge após um áudio ter sido enviado para a PGR de uma conversa gravada entre Joesley e Saud. Conforme informado pela Veja, sua prisão foi decretada depois ter sido confirmado que Saud, na #Delação premiada, omitiu provas que seriam importantes para a investigação da JBS, e por ter atuado diretamente com o ex-procurador Marcello Miller. Para Janot, esse fato é "extremamente grave".

"Além de Temer e Joesley, também foram denunciados pela PGR os políticos Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Rocha Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco e o executivo Ricardo Saud, também da J&F".

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