Coreia do Norte ignora sanções da ONU e lança novo míssil

Issei Kato  Reuters

No início do mês, a Coreia do Norte realizou seu sexto e mais poderoso teste nuclear, levando o Conselho de Segurança da ONU a intensificar as sanções, após o pais fazer uma série de testes de mísseis, incluindo um que passou sobre o Japão.

A Coreia do Norte ameaçou usar armas nucleares para "afundar o Japão" e reduzir os Estados Unidos a "cinzas e escuridão".

Segundo especialistas, a eficiência dos artefatos utilizados no sexto teste nuclear realizado pelo regime de Kim Jong-un, é 17 vezes superior à bomba lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima em 1945, quando mais de 200 mil pessoas morreram.

Em reação ao lançamento balístico, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe considerou que se trata de um ato "absolutamente inaceitável" e que as recentes sanções "mostram que a comunidade internacional está unida e pretende encontrar uma solução pacífica", apesar da "conduta ultrajante" que o regime norte-coreano voltou a mostrar.

A Coreia do Norte acabou de disparar mais um míssil desde Pyongyang.

Ainda antes da declaração do primeiro-ministro, um porta-voz do governo nipónico avisava que estas provocações da Coreia do Norte são "intoleráveis".

Com este lançamento, a Coreia do Norte responde à oitava ronda de sanções aprovada por unanimidade, esta segunda-feira, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A Coreia do Norte lançou hoje um míssil a partir dos subúrbios de Pyongyang que sobrevoou a ilha de Hokkaido, no norte do Japão.

As autoridades japonesas foram obrigadas a acionar o sistema de emergência J-Alert em várias regiões do norte do arquipélago. O míssil sobrevoou o Japão e terá caído no Oceano Pacífico.

"Se a Coreia do Norte continuar por este caminho, seu futuro não será radiante", completou. Um dos artefatos percorreu 250 quilômetros, uma distância suficiente para atingir, em tese, o local de onde partiu o míssil norte-coreano em Sunan, perto do aeroporto de Pyongyang.

A presidência sul-coreana convocou, de imediato, uma reunião do Conselho Nacional de Segurança devido ao lançamento.

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