Tóquio considera ameaça de afundar o Japão "ultrajante"

O Japão entrou em alerta vermelho. O míssil partiu de Sunan, um local próximo da capital norte-coreana, e sobrevoou a ilha de Hokkad esta sexta-feira, caindo a cerca de dois mil quilómetros do território japonês.

A oposição de China e Rússia, porém, levou à aprovação de medidas mais brandas, embora tenha sido imposto um embargo às exportações de têxteis norte-coreanos, uma importante fonte de receita para o país.

O projétil atingiu uma altitude de 770 quilómetros e voou por 3.700 quilómetros, de acordo com as autoridades sul-coreanas, distância suficiente para chegar a Guam, território norte-americano no Pacífico. A Casa Branca revelou também que o Presidente Donald Trump já foi informado do sucedido.

A Coreia do Norte afirma ter feito a explosão de uma bomba de hidrogênio e, enquanto os EUA, por um lado, não contradizem a informação, também não a confirmam.

"Esta manifesta violação das resoluções do Conselho de Segurança se produz dias depois que a Coreia do Norte fez seu sexto teste nuclear", lembra o comunicado, citado pela agência EFE. "O Japão não é mais necessário para existir perto de nós", disse o comitê, em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana.

"O Comando do Pacífico das Forças Armadas do EUA detectou e acompanhou o que consideramos como o lançamento único de um míssil balístico da Coreia do Norte". O míssil sobrevoou a ilha pouco depois das 7h00 locais (23h00 de quinta-feira, em Lisboa). Quanto ao Japão, ameaçou afundá-lo.

A crise na península se agravou em julho, quando Pyongyang fez um teste de um míssil intercontinental.

Face a esta decisão, a Coreia do Norte já reagiu ameaçando todos à sua volta.

Isso levou o presidente Trump a dizer que responderia com "fogo e fúria" a um ataque norte-coreano.

Em Seul, o Ministério da Unificação alegou que se trata da "resposta mais moderada [de Pyongyang] a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU".

Testes com mísseis balísticos da Coreia do Norte elevaram as tensões na região Foto: APGolpes cirúrgicosOs EUA possuem capacidades avançadas para realizar golpes cirúrgicos.

Notícias relacionadas: