'Sofri nessa jornada', diz Janot; Gilmar ironiza despedida do PGR

Janot reclama de ataques, mas diz que é o esperado por perseguir corruptos

Esta sexta-feira (15), último dia útil de Rodrigo Janot à frente da Procuradoria Geral da República será de bolo e despedidas.

Na segunda-feira (18), Raquel Dodge assume o comando do Ministério Público Federal (MPF), em posse que contará com a participação do presidente Michel Temer, responsável por sua nomeação. Gilmar esteve ausente no julgamento. "Resigno-me a meu destino, porque mesmo antes de começar, sabia exatamente que haveria um custo por enfrentar esse modelo político corrupto e produtor de corrupção, cimentado por anos de impunidade e de descaso", disse.

- Tenho sofrido nessa jornada, que não poucas vezes pareceu-me inglória, toda sorte de ataques.

O procurador-geral falou ainda da "coragem" do tribunal ao analisar os casos da "lava jato" envolvendo investigados com foro especial por prerrogativa de função e destacou que a corte respeitou as leis e a constituição em suas decisões nos processos sobre o caso.

"O Brasil convulsiona no processo curativo do combate à corrupção e esta Corte é o esteio da estabilidade democrática. Mas tudo isso, para mim, já se encontra nos escombros do passado", disse Janot. "Esse papel, para a tranquilidade de todos nós, brasileiros, vem sendo cumprido com a excelência que se poderia esperar dessa vetusta e honrada casa", comentou.

Janot disse que se sentiu, durante os quatro anos em que ocupou a cadeira reservada à Procuradoria-Geral da República (PGR) no Supremo, acolhido e honrado por ter assistido de perto "parte significativa da história". Segundo o procurador, embora questionado por muitos sobre sua atuação, ele sai da PGR com a certeza de ter militado até o último instante na defesa dos compromissos constitucionais assumidos. A cerimônia de posse será na PGR e terá a presença do presidente Temer, da presidente do STF, Cármen Lúcia e outras autoridades.

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