PF investiga fraude na Caixa Econômica Federal

Polícia Federal está agindo em Matinhos e Guaratuba contra fraudes na Caixa Econômica Federal

Uma operação que visa combater uma fraude milionária na Caixa Econômica Federal no Ceará, batizada de 'Marco Zero', foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira (15).

O ex-jogador do Atlético-PR, Anderson Lopes, está entre as 70 vítimas da fraude em poupanças da Caixa Econômica Federal. Os empréstimos fraudulentos da quadrilha causaram um prejuízo avaliado em R$ 3 milhões ao banco, e a 'Operação Marco Zero' cumpre seis mandados de busca e apreensão no Ceará.

ESQUEMADe acordo com a PF, os saques eram a parte final do "grande esquema criminoso" liderado por um estelionatário "famoso" de Curitiba.

Segundo a PF, entre os crimes investigados estão furto qualificado, estelionato qualificado, peculato, que é quando um funcionário público se apropria de valor ou bem público, uso de documento falso, falsificação de documento público e associação criminosa. Entre os envolvidos está ainda um funcionário do banco que trabalhou até agosto em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e depois foi transferido para João Pessoa. O nome da operação, Duas Caras, é uma referência à atuação do funcionário da Caixa no esquema criminoso. Foram 10 meses de escuta até a prisão da quadrilha. Assim o funcionário não desconfiava de nada. Os golpes começaram a ser descobertos quando alguns clientes perceberam que o dinheiro sumiu. Alguns clientes descobriram que o dinheiro sumiu e denunciaram. Segundo o delegado, a CEF ressarciu todos os clientes. Ao todo, são 23 mandados de busca e apreensão, seis de prisão preventiva, sete de prisão temporária, seis de sequestro de bens e um mandado de suspensão do exercício da função pública por equiparação.

Este, por sua vez, pedia a emissão de documentos falsos e complementava os demais dados necessários com outros integrantes do grupo, que geralmente tinham acesso a banco de dados, em razão de suas profissões.

Os investigados entravam em contato com a central de cartões da Caixa e, se passando pelos clientes, informavam a "falsa" perda do cartão bancário, fato que gerava um novo envio de cartão. Em seguida, retiravam os cartões em centros de distribuição dos Correios usando documentos falsos e começavam uma série de saques nos caixas eletrônicos, compras e transferências, até que o dinheiro nas contas se esgotasse ou que o crime fosse descoberto, segundo a polícia.

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