ONU condena novo teste de míssil da Coreia do Norte

O líder norte coreano Kim Jong-un

A Coreia do Norte lançou hoje, já sexta-feira de manhã (hora de Tóquio), um míssil que sobrevoou o Japão, anunciou o Governo japonês. Em 29 de agosto, um projétil lançado por Kim atravessou a ilha japonesa de Hokkaido antes de se desfazer em pedaços e cair no mar. "O Japão nunca tolerará os perigosos atos de provocação da Coreia do Norte que ameaçam a paz no mundo", afirmou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, após o disparo desta quinta.

"O Comando americano do Pacífico determinou que este míssil balístico não representou uma ameaça para Guam", acrescentou o Pentágono. A reunião acontece dias depois de as sanções à Coreia do Norte terem sido agravadas, depois de um teste nuclear a 3 de Setembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado do lançamento norte-coreano pelo chefe do gabinete, John Kelly, informou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

O Conselho de Segurança volta a reunir esta sexta-feira às 15h00 locais (20h00 em Lisboa), a pedido de Washington e Tóquio.

"As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar pela bomba nuclear do Juche", indica a organização, em referência à ideologia governista da Coreia do Norte que mistura marxismo com uma forma de nacionalismo isolado pregado pelo fundador do Estado, Kim Il Sung, avô do atual líder norte-coreano, Kim Jong Un. A A medida proíbe as exportações têxteis de Pyongyang e restringe o seu abastecimento em petróleo e gás.

A China se opõe ao desenvolvimento de armas nucleares da Coreia do Norte, mas teme que uma maior pressão econômica leve o vizinho ao colapso.

"Essas provocações repetidas por parte da Coreia do Norte são inadmissíveis e nós protestamos nas palavras mais fortes", disse Suga.

A NATO também pediu uma "resposta global" à Coreia do Norte.

"A China e a Rússia devem demonstrar sua intolerância em relação a esses imprudentes lançamentos de mísseis, por meio de ações diretas", completou.

O presidente sul-coreano Moon Jae-In declarou ao Conselho de Segurança Nacional que o diálogo com o Norte é "impossível em tal situação".

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