Míssil da Coreia sobrevoou Japão e tinha alcance intermediário

Coreia do Norte ameaça 'afundar' Japão e reduzir EUA 'às cinzas''

Nos últimos dias, Pyongyang estendeu as ameaças nucleares apontadas aos Estados Unidos ao Japão e à Coreia do Sul, recriminando estes países pelo apoio "ardente" a Washington.

O Conselho de Segurança anunciou que nesta sexta-feira à tarde celebrará uma reunião de urgência. O artefato percorreu uma distância de 3.700 quilômetros e sobrevoou o norte do Japão, antes de cair no oceano, a quase 2.000 km ao leste da costa da ilha nipônica de Hokkaido.

Por esse motivo, o Comité norte-coreano disse esta quinta-feira que os EUA devem ser "espancados até à morte como um cão raivoso" pela sua "hedionda resolução de sanções".

"O pronunciamento da Coreia do Norte é extremamente provocativo".

Em Seul, o Ministério da Unificação alegou que se trata da "resposta mais moderada [de Pyongyang] a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU".

A Casa Branca revelou que o Presidente americano Donald Trump, foi informado sobre o lançamento. De acordo com a imprensa japonesa, o projétil sobrevoou a ilha de Hokkaido.

"As quatro ilhas do arquipélago [do Mar do Japão] devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear da Juche [a ideologia oficial da Coreia do Norte]".

Após o lançamento, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que o Japão "nunca tolerará" o que ele chamou de "perigosa ação provocadora [da Coreia do Norte] que ameaça a paz mundial".

"Devemos mostrar à Coreia do Norte que, se escolherem prosseguir com este caminho, não terão um futuro brilhante", sublinhou o líder japonês numa declaração a partir de Tóquio.

Pyongyang afirmou ter testado com sucesso uma bomba de hidrogénio, conhecida como 'bomba H', miniaturizada o suficiente para poder ser colocada num míssil.

O míssil não representou ameaça para os EUA nem para a ilha de Guam, um território americano no Pacífico, disse o comandante. De acordo com o horário local, o teste foi realizado no início da madrugada de sexta (15).

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