Lula recebeu propina em dinheiro vivo, diz ex-ministro Palocci em delação

Moro Denis Ferreira Netto  Estadão Conteúdo

Ainda segundo a publicação, quem administrava o caixa clandestino era o presidente do instituto, o petista Paulo Okamotto.

Na semana passada, durante um interrogatório em Curitiba, Antonio Palocci [VIDEO] disse que seu antigo amigo recebia o que ele chamou de 'pacote de propina', que incluía o terreno onde foi fundado o Instituto Lula, o sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. A empresa, que fabricaria sondas para exploração do pré-sal, deveria movimentar bilhões - dos quais partes seriam empregados na campanha eleitoral da então candidata a presidente Dilma Rousseff. As quantias seriam repassadas em mão pelo próprio Palocci e variavam entre R$ 30 mil e R$ 50 mil. As informações foram divulgadas pela revista Veja. Lula também receberia pagamentos de valores mais altos, só que por meio de repasses de Branislav Kontic ao Instituto Lula. Segundo Palocci, também foram feitos repasses de quantias maiores. A propina seria proveniente de uma suposta conta mantida pela Odebrecht apenas com a finalidade de passar recursos ao ex-presidente.

Palocci teria feito estas afirmações durante a negociação de seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Ninguém melhor do que Lula conhece o que Palocci está pronto para delatar.

Palocci está disposto a entregá-las a Moro tão logo feche o acordo de delação. Os valores intermediados por Palocci seriam usados por Lula em despesas pessoais.

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