Justiça de SP nega habeas corpus a Joesley e Wesley Batista

Joesley Batista e Ricardo Saud

A decisão de caráter liminar foi determinada pela juíza do Tribunal da 3ª Região (TRF-3), Taís Ferracini. Segundo o advogado da dupla, Pierpaolo Cruz Bottini, a própria decisão tomada em segunda instância reconhece a ausência de fato novo apto a justificar a prisão.

Alegando que a prisão de Joesley e Wesley Batista é "injusta e desnecessária", os advogados dos empresários donos da JBS entraram com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta sexta-feira (15).

Os dois foram acusados no processo que apura uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro. "O acordo de colaboração de Wesley Batista não está suspenso, mas apenas os de Joesley Batista e Ricardo Saud". "A prisão é desnecessária e ilegal", afirmou o defensor em nota.

Os irmãos foram alvo de mandados de prisão preventiva na Operação Acerto de Contas, 2ª fase da Tendão de Aquiles, por suspeita de manipulação do mercado financeiro e da moeda americana usando informações privilegiadas de sua própria delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Em sua defesa, Joesley destacou que a conversa com Sauda era "elocubração de bêbados".

Joesley está preso desde domingo por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, depois que o Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão do empresário na sexta-feira anterior.

Os dois empresários estão presos na carceragem da Polícia Federal em São Paulo, no bairro da Lapa. Como parte dessa ação, Joesley foi transferido de Brasília para São Paulo para participar de uma audiência de custódia. O crime, conhecido de "insider trading", teria ocorrido entre abril e 17 de maio deste ano.

Os investigados poderão ser responsabilizados pelo crime previsto no artigo 27-D da Lei 6.385/76, com penas de 1 a 5 anos de reclusão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.

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