Coreia do Norte lança um míssil não identificado em direção ao Japão

Líder norte-coreano Kim Jong Un comanda lançamento de míssil Hwasong-12

As declarações surgiram na sequência de os dois países terem conseguido que o Conselho de Segurança da ONU aprovasse uma nova ronda de sanções ao regime de Kim Jong-un face ao seu mais recente teste de uma bomba nuclear, o sexto e mais poderoso da sua História.

O governo japonês alertou a população após o lançamento de um míssil norte-coreano próximo às ilhas de Hokkaido, no Japão, nesta quinta-feira (14).

Em sua mais recente tentativa de lidar com uma questão que frustrou repetidamente potências mundiais, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas condenou o "altamente provocativo" lançamento de míssil da Coreia do Norte. Ele afirmou que a Coreia do Norte denuncia a "intenção malévola" do governo do presidente Donald Trump e iria "garantir que os EUA paguem o preço devido" por trabalharem pelas novas sanções contra os norte-coreanos.

Tillerson disse em um discurso a autoridades estrangeiras que os testes ameaçam o mundo, e enfatizou que seu país está trabalhando de perto com os aliados regionais Japão e Coreia do Sul.

Adotando um tom mais duro que o secretário, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, disse que a paciência dos EUA para soluções diplomáticas para a Coreia do Norte está se esgotando rapidamente.

O projétil viajou aproximadamente 3.700 quilômetros, de acordo com os militares da Coreia do Sul - longe o suficiente para atingir o território norte-americano de Guam, no Pacífico, que Pyongyang já ameaçou.

"Vínhamos empurrando isso pelo caminho, e o caminho acabou", disse McMaster aos repórteres.

"O alcance deste teste foi significativo, já que a Coreia do Norte demonstrou que pode alcançar Guam com este míssil", disse a União de Cientistas Interessados em um comunicado. No dia 29 de agosto, outro míssil balístico sobrevoou o país, passando pela ilha de Hokkaido antes de se partir em três partes e cair no Oceano Pacífico.

Foi um caminho "longo", mas "importante", acrescentou, mas que levou a um "bom resultado" e cujo formato poderia contribuir positivamente para conflito com o programa nuclear norte-coreano, considerou.

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