Coreia do Norte dispara novo míssil, que sobrevoa Japão

Kim Jong-Un promessa de destruir os Estados Unidos.                  REUTERS  Issei Kato

A Coreia do Norte desafiou nesta quarta-feira, 13, mais uma vez as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU após o sexto e maior teste nuclear do regime norte-coreano, comprometendo-se a redobrar esforços para combater o que disse ser uma ameaça de invasão americana.

O ministro porta-voz do executivo japonês, Yoshihide Suga, explicou à imprensa que o míssil caiu a cerca de 2.000 quilómetros da localidade de Erimo, a leste de Hokkaido, no Pacífico, sem que se tenha detetado qualquer percalço com barcos ou aviões na zona.

Segundo o governo japonês, o míssil chegou a sobrevoar o norte do Japão, levando o país a entrar em alerta vermelho.

Trata-se do primeiro lançamento de um míssil por parte da Coreia do Norte desde finais de agosto, altura em que um outro projétil também sobrevoou o norte do Japão - o que sucedeu pela primeira vez desde 2009. "Se a Coreia do Norte continuar a seguir este rumo, não terá um futuro brilhante", sublinhou Shinzo Abe em comunicado. De acordo com a CNN citada pelo Uuronews, a emissora NHK mostrou um aviso do governo de que "um míssil" da Coreia do Norte passou por Hokkaido, no norte do Japão, e desembarcou no Oceano Pacífico.

Ele ainda pediu por ainda mais sanções contra Pyongyang.

Esta sexta-feira o Conselho de Segurança vai voltar a reunir-se em Nova Iorque a pedido do Japão e dos EUA.

Minutos antes da posição do executivo japonês, a agência de notícias sul-coreana, Yonhap, tinha afirmado que Pyongyang lançou um míssil não identificado.

A oposição de China e Rússia, porém, levou à aprovação de medidas mais brandas, embora tenha sido imposto um embargo às exportações de têxteis norte-coreanos, uma importante fonte de receita para o país.

Para Tillerson, as "provocações" feitas pela Coreia do Norte vão aprofundar seu o isolamento político e econômico.

A União Europeia (UE) adotou nesta quinta-feira novas sanções contra setores estratégicos norte-coreanos.

Depois de ter ameaçado atacar os EUA com "fúria e fogo", o regime de Kim Jong-un estendeu, na quinta-feira, a sua ameaça nuclear ao Japão e à Coreia do Sul.

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