Coreia do Norte dispara míssil sobre Japão e aumenta tensões

Explosão nuclear

A ONU aprovou na segunda-feira o oitavo pacote de sanções contra a Coreia do Norte, destinadas a isolar economicamente o país em resposta ao sexto e mais potente até à data ensaio nuclear, realizado a 03 de setembro. Poucos dias depois, entretanto, o regime norte-coreano recuou e adiou o projeto.

Ontem, a Coreia do Norte disse que "deveria afundar o arquipélago japonês com bomba nuclear", ameaçando o Japão e as resoluções da ONU.

Hoje, o Conselho de Segurança da ONU irá reunir-se a pedido dos EUA e Japão.

"O Japão não vai tolerar estas provocações e protestamos fortemente contra a Coreia do Norte", advertiu o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, salientando a vontade de "responder de forma adequada, juntamente com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e outros países interessados" a este ato de Pyongyang.

Funcionários sul-coreanos disseram recentemente que os relatórios de inteligência indicaram que os norte-coreanos planejavam testar um míssil balístico intercontinental.

Sistema de mísseis americano ATACMS adquirido pelas Forças Armadas da Coreia do Sul
AFP 2017 KIM JAE-HWANSeul ameaça'destruir Coreia do Norte sem recuperação possível em caso de provocação

O míssil percorreu uma distância de 3.700 quilômetros e sobrevoou o norte do Japão, antes de cair no oceano, a quase 2.000 km ao leste da costa da ilha nipônica de Hokkaido.

O míssil, feito pela alemã Taurus Systems, tem um alcance máximo de 500 quilómetros e está equipado com caraterísticas de ponta que permitem evitar radares até chegar aos alvos na Coreia do Norte.

Na manhã desta sexta-feira, todos os canais de televisão japoneses exibiam a mensagem de advertência de que um míssil balístico de médio alcance sobrevoava parte do território japonês."Fujam para um prédio ou um subsolo", avisavam os alertas enviados por um sistema de mensagens de emergência para os utilizadores nas regiões ameaçadas, enquanto soavam as sirenes do J-Alert.

"A Coreia do Norte redobrará os esforços para aumentar a sua força e proteger a soberania e o direito à existência do país", afirmou no comunicado.

O presidente sul-coreano Moon Jae-In declarou ao Conselho de Segurança Nacional que o diálogo com o Norte é "impossível em tal situação".

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