Coreia do Norte assusta o mundo com possível teste de míssil

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O míssil foi disparado de um local próximo a Pyongyang, poucos dias depois da aprovação pelo Conselho de Segurança da ONU da oitava série de sanções para tentar convencer o regime norte-coreano a renunciar aos seus programas balístico e nuclear.

De acordo com o governo japonês, o míssil sobrevoou a ilha nipônica de Hokkaido (norte) às 7H06 locais (19H06 de Brasília, quinta-feira) e caiu no mar a quase 2.000 quilômetros de sua costa.

Segundo o governo japonês, o míssil chegou a sobrevoar o norte do Japão, levando o país a entrar em alerta vermelho. Anteriormente, a Coreia do Norte havia disparado um míssil Hwasong-12 de médio alcance sobre o Japão em 29 de agosto. "Se a Coreia do Norte continuar a seguir este rumo, não terá um futuro brilhante", sublinhou Shinzo Abe em comunicado. A jornalistas, o premiê australiano comentou que o lançamento nesta sexta-feira, juntamente com "explosões violentas de propaganda ameaçando o Japão e os Estados Unidos", eram sinais de que as sanções não estão funcionando.

O general afirmou que apesar de ele não estar em posição de confirmar o teste, ele presume que o tamanho da explosão ocasionada, entre outros fatores, leva a crer que se tratou de uma bomba de hidrogênio, o que seria um salto muito além dos testes atômicos realizados pela Coreia do Norte anteriormente. "A Rússia é o maior empregador do trabalho forçado da Coreia do Norte", disse.

Na passada terça-feira, a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros saudou as novas sanções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, considerando que a comunidade internacional "fez o que tinha a fazer".

Em aplicação de sanções vigentes da ONU, o bloco europeu anunciou que impôs "uma proibição total de todas as exportações de carvão, ferro, minério de ferro, produtos pesqueiros, chumbo e minério de chumbo", ou seja, contra "as principais exportações" norte-coreanas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu que a Coreia do Norte nunca terá permissão de ameaçar o país com um míssil nuclear, mas também pediu à China que faça mais para controlar seu vizinho.

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