Sócio de Cardozo fez contrato fictício — Joesley

Joesley Batista se entregou para a Justiça neste fim de semana.                  REUTERS  Adriano Machado

O conteúdo da conversa com Cardozo não teria sido revelado a Miller.

"Embora em relação às conversas mantidas ao longo daquele jantar, eu esteja submetido a sigilo profissional, posso afirmar que não envolveram, em absoluto, qualquer ato ilícito".

De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (11) pelo jornal "Folha de S.Paulo", a informação sobre a conversa com o ex-ministro José Eduardo Cardozo foi dada por Ricardo Saud na última quinta-feira (7), durante depoimento prestado à Procuradoria. O objetivo do encontro, do qual também participou Saud, seria uma eventual nova contratação.

"É com surpresa e indignação, ainda, que tomo conhecimento, pela imprensa, de que o Sr".

Ao pedir a prisão do ex-procurador e dos delatores Saud e Joesley Batista, dono da JBS, a PGR destacou que há "indicativo de que Marcello Miller, ainda na condição de procurador da República, teria, em princípio, ajudado os colaboradores a filtrar informações, escamotear fatos e provas e ajustar depoimentos e declarações, em benefício de terceiros que poderiam estar inseridos no grupo criminoso [formado pelos delatores]". "Agora o Joesley diz que o Marco Aurélio teria dito que uma parte do dinheiro ia para mim. E minha sorte é que nunca decidi nada para a JBS", contou. Afirmo também, peremptóriamente, que jamais disse, nessa oportunidade, ou em qualquer outra, que como advogado teria facilidade de obter sentenças favoráveis a quaisquer dos meus clientes no STF. Joesley afirmou que teria celebrado um contrato "fictício" com o advogado Marco Aurélio Carvalho, do qual nunca fui sócio até o presente ano, e que este advogado teria ainda dito que uma parte do dinheiro me seria enviada. Joesley, nesse caso, em relação à referência indevida que faz ao Dr. Marco Aurelio Carvalho, pessoa em quem deposito plena confiança pessoal.

Notícias relacionadas: