Brexit: Número de cidadãos europeus deportados disparou

Manifestantes foram para a Parliament Square

Legisladores britânicos votaram um importante projeto sobre o Brexit - saída do Reino Unido da União Europeia (UE) -, no primeiro grande obstáculo para o divórcio no Parlamento. Em 2016, 4.754 pessoas foram deportadas.

Antonio Tajani mostra-se confiante em relação a um acordo, acredita que será possível evitar chamado "hard brexit" e diz mesmo que a saída de um dos elementos da família europeia pode até representar uma oportunidade. Segundo a legislação europeia, europeus podem ficar no Reino Unido desde que não abusem de seus direitos, como por exemplo, ser condenado por fraude ou ter casado apenas por conveniência para se manter no país.

Segundo dados avançados pelo jornal The Independent, só nos primeiros três meses do ano verificou-se um aumento de 26 por cento de cidadãos europeus que foram forçados a deixar o país em comparação igual com o período do ano passado.

O 'Brexit' pretendido pelo governo de Theresa May implica a perda do passaporte financeiro europeu, que permite aos grandes bancos internacionais propor serviços na União Europeia, estando estabelecidos no Reino Unido. Porém, a oferta gera dúvidas, uma vez que o governo de Theresa May quer abandonar a jurisdição da justiça europeia, que é a que vela para que esses direitos sejam mantidos. Por isso, eles lançaram uma revisão judicial contra a política de deportação.

No mês passado, o departamento britânico responsável pela imigração, foi obrigado a pedir desculpas publicamente, depois de ter enviado uma carta a 100 cidadãos da UE, informando-os, erradamente, que tinham de abandonar o país.

Benjamin Morgan, representante do grupo de apoio aos migrantes, North East London Migrant Action, subilha que "a liberdade de circulação no Reino Unido é cada vez mais um privilégio reservado aos ricos". Neste projeto, estão incluídas medidas para converter as leis da UE existentes em leis do Reino Unido.

Notícias relacionadas: