Wesley Batista, da J&F é preso pela Polícia Federal em SP

O empresário Joesley Batista deixa a sede da PF em São Paulo- Rovena Rosa-Agência Brasil

Wesley Batista, preso na manhã desta quarta-feira em uma operação da Polícia Federal, está no comando do grupo JBS, o maior produtor de carne do mundo, desde 2011.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou pedido de Janot e suspendeu os benefícios dos delatores em despacho na última sexta-feira, 8.

Ambos são investigados pelo uso de informação privilegiada (insider trading) em transações no mercado financeiro entre 24 de abril e 17 de maio deste ano.

O irmão de Wesley, Joesley, também foi alvo de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal em São Paulo nesta mesma ação.

Documentos apresentados pela JBS à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) mostram que pessoas ligadas aos irmãos Batista venderam R$ 328,5 milhões em ações da empresa durante a negociação da delação.

O segundo evento investigado é a intensa compra de contratos de derivativos de dólares entre 28 de abril e 17 de maio por parte da JBS; fora do padrão de movimentação comum da empresa, gerando ganhos decorrentes da alta da moeda norte-americana após a revelação da delação.

Janot também pediu a prisão do ex-procurador Marcello Miller, negada por Fachin, que alegou não existir contra ele indiciário com a consistência necessária para a decretação da prisão temporária por organização criminosa, "ainda que sejam consistentes os indícios de que pode ter praticado o delito de exploração de prestígio e até mesmo de obstrução às investigações".

Além dos mandados de prisão preventiva, a PF cumpriu outros dois de busca e apreensão. Segundo a Polícia Federal, esse material trouxe elementos de prova que indicam o cometimento de crimes e apontam autoria aos dois dirigentes.

Ele foi preso supostamente por usar informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro, no período da divulgação da delação premiada dos executivos do grupo. "O estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a Justiça", completou.

A prisão dos dois empresários foi decretada por Fachin atendendo a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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