PF prende outro dono do Grupo JBS/Friboi

Joesley Batista um dos donos do Grupo JBS coloca-se à disposição da Justiça

O empresário Wesley Batista, dono da JBS junto com seu irmão Joesley, foi preso na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal (PF) em sua casa, em São Paulo.

A operação de junho começou a apurar dois eventos: a venda de ações de emissão da JBS na bolsa de valores, por sua controladora, a empresa FB Participações em abril, em período concomitante ao programa de recompra de ações da empresa, reiniciado em fevereiro de 2017, e a compra de contratos futuros de dólar na bolsa de futuros e a termo de dólar no mercado de balcão, entre o fim de abril e meados de maio do mesmo ano.

Wesley é o atual presidente das empresas do Grupo JBS.

Wesley foi levado para a Polícia Federal.

Wesley Batista foi detido em São Paulo três dias depois do seu irmão, Joesley Batista, ter sido detido depois de se ter apresentado às autoridades. Com a informação de quando o acordo iria perder o sigilo, os irmãos Batista teriam lucrado cerca de R$ 100 milhões com a operação de câmbio, segundo o Ministério Público Federal (MPF), e evitado um prejuízo de R$ 138 milhões para a companhia, de acordo com a PF.

O empresário e o ex-executivo da JBS tiveram prisões decretadas por violação do acordo de delação premiada.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que defende os irmãos Batista, negou que os clientes tenham cometido qualquer irregularidade no âmbito do mercado financeiro.

Conforme Costa, essa pode ser a primeira vez que uma investigação de "insider trading" resulta em prisão preventiva em São Paulo.

Na gravação, os delatores citamMarcelo Miller como um contato dentro da Procuradoria-Geral da República que facilitaria a delação.

Deveria ser um jogo de ganha-ganha: Joesley, depois de ter comprado políticos e expandido seus negócios à custa de relações camaradas com os governos lulopetistas, poderia tocar a vida em liberdade, manter o filé de seus negócios e ainda jactar-se de ser "intransigente com a corrupção"; Janot, por sua vez, passaria à história como o herói da luta contra a corrupção e desinfetador da política nacional.

Em troca dessas delações, Joesley e Saud puderam permanecer em liberdade. Na quinta e na sexta-feira, os três executivos prestaram esclarecimentos à PGR, além do ex-procurador Miller. A prisão temporária, determinada pelo ministro Fachin, ocorre para garantir o andamento das investigações.

A defesa dos irmãos Batista considerou em uma nota que a prisão dos dois é "injusta, absurda e lamentável".

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