Nuno Cobra, ex-preparador de Ayrton Senna, é preso em São Paulo

Nuno Cobra

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira o preparador físico Nuno Cobra, que ganhou destaque por ter sido o preparador do piloto brasileiro Ayrton Senna, morto em um acidente com sua Williams no Autódromo de Ímola, em San Marino, no dia 1.º de maio de 1994.

Em 19 de janeiro de 2015, Nuno Cobra teria lançado elogios a uma jovem de 21 anos, ainda antes do embarque, e quando entrou no avião da Gol, que fazia a linha Curitiba-São Paulo, trocou de lugar com outro passageiro para sentar-se no assento ao lado da moça.

"De acordo com a sentença, proferida pela juíza Raecler Baldresca, o ex-preparador físico foi condenado por violação sexual mediante fraude e por meio que dificultou a livre manifestação da vítima".

Após a nota, uma outra vítima se apresentou à procuradora Ana Carolina Previtalli Nascimento, do Ministério Público Federal, para contar que também havia sido vítima do profissional.

Com ambas as acusações, a pena estabelecida pela juíza foi de três anos e nove meses de prisão em regime inicial aberto, mas foi substituída por prestação de serviços à comunidade e multa de um salário mínimo por mês.

Já sobre o segundo caso de assédio, de uma jornalista de São Paulo que procurou o Ministério Público Federal de São Paulo em 5 de setembro para relatar a nova situação, que teria ocorrido dentro da redação de uma rádio em agosto, a Justiça Federal informou que remeterá a denúncia para a Polícia Civil de São Paulo, que deverá instaurar um inquérito para apurar a situação. Nuno já havia sido condenado no passado por violação sexual contra uma mulher em um avião mas apenas teve a prisão preventiva autorizada após repetir a atitude contra uma jornalista, em agosto deste ano. Conforme a Justiça Federal, a condenação e a determinação da prisão, por casos diferentes, ocorreu porque se trata de um caso único.

Educador físico de formação, Cobra é autor de "A Semente da Vitória", que já ultrapassou a 100ª edição.

Na decolagem, ele passou a tocar os seios e pernas da mulher várias vezes e dizer que o formato do corpo dela despertava pontos energéticos que não sentia havia muito tempo. Além de Ayrton Senna, na década de 1990 ele foi instrutor dos pilotos Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Mika Hakkinen, entre outros esportistas. Após tentar se esquivar, ela acionou a equipe de bordo. Segundo o MPF, o agressor agiu de forma dolosa para praticar os crimes simplesmente para satisfazer seu prazer sexual.

A juíza descartou a hipótese de estupro por entender não ter havido violência ou grave ameaça.

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