Justiça espanhola suspende lei de criação de Estado catalão

Milhares protestam em Barcelona em prol de referendo separatista

O governo do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, está aumentando a pressão para impedir que o referendo de independência agendado para 1º de outubro aconteça, tendo declarado que a iniciativa é ilegal e tem contestado leis relacionadas à votação nos tribunais.

Aprovada pelo Parlamento catalão na semana passada, a chamada "lei de transição" prevê a conversão da Catalunha numa república.

A lei foi aprovada no dia 7 e o governo espanhol recorreu no dia seguinte, ao considerar que a regra desobedece a Constituição espanhola.

O Ministério Público da Catalunha deu, nesta terça-feira, instruções a todos os corpos de polícia da região para impedirem o referendo de autodeterminação convocado pelo executivo regional, previsto para 1 de outubro e proibido pela justiça espanhola.

Assimn, é sublinhada especificamente a "apreensão de urnas, boletins de voto, manuais para as mesas, impressos eleitorais, propaganda eleitoral, elementos informáticos, assim como todo o material de difusão, promoção ou execução do referendo ilegal".

Em declarações a uma estação de rádio regional (RAC 1), Puigdemont advertiu o Ministério Público que os Mossos d'Esquadra "têm como função principal garantir a segurança das pessoas", não ir à procura das "mais de seis mil urnas distribuídas pelo território".

A coligação pró-independência que governa a comunidade autónoma da Catalunha quer realizar o referendo sobre a independência a 01 de outubro, apesar da proibição das autoridades nacionais, e pediu aos 947 presidentes de Câmara que forneçam instalações para a realização do escrutínio.

Os independentistas defendem que cabe apenas aos catalães a decisão sobre a permanência da região em Espanha, enquanto Madri se apoia na Constituição do país para insistir que a decisão sobre uma eventual divisão tem de ser tomada pela totalidade dos espanhóis.

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