Joesley Batista deixa carceragem da PF em SP e segue para Brasília

Procurador-geral da República Rodrigo Janot

Os agentes da PF cumpriram mandado de prisão expedido pela Justiça Federal de São Paulo. A investigação apura dois eventos.

A quarta fase da operação do Mato Grosso do Sul flagrou conversas entre Joesley e Miller.

De acordo com a PF, os executivos são investigados por dois eventos distintos no âmbito do uso de informações privilegiadas.

Se transferido da Polícia Federal de Brasília para um presídio comum, o executivo da J&F Joesley Batista terá que ficar em cela comum.

O banco, que detém 21,3% das ações da companhia, quer afastar a família Batista do comando da empresa.

A possibilidade de revogação dos benefícios concedidos aos irmãos Joesley e Wesley Batista em seu acordo de delação premiada foi um dos argumentos que o juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, utilizou para determinar a prisão preventiva dos empresários, cumprida nesta quarta (13).

"Eles são objeto de seis operações da Polícia Federal simultaneamente e não pararam de delinquir e certamente não vão com a sétima".

A compra de dólar na véspera do vazamento dos aúdios da delação premiada da JBS teria levado a empresa a obter ganhos financeiros, já que a cotação da moeda disparou nos dias seguintes à divulgação das conversas.

- Na delação, eles se comprometem a não mais praticar delito e a ajudar na investigação do crime.

Sobre um dos encontros com Miller em março, Joesley afirmou, segundo termo de depoimento assinado por ele próprio, "que conversou com Marcello Miller sobre colaboração premiada, como se faz, o procedimento, se funciona ou não; que Marcello Miller dava orientações abstratas sobre colaboração e crimes, tendo servido para entender o processo de colaboração premiada; que isso serviu para o depoente acreditar que a colaboração era o caminho correto, o melhor e talvez o único".

No sábado (9), a defesa dos delatores solicitou audiência com o ministro Fachin, antes de o magistrado decidir sobre a prisão, e colocou os passaportes dos executivos à disposição da Justiça, num esforço para demonstrar que os acusados não iriam fugir do País.

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