Joesley Batista chora ao entrar em cela na carceragem da PF

Joesley Batista chora ao entrar em cela na carceragem da PF

Mas, antes da prisão decretada nesta quarta-feira, pessoas próximas aos assessores da JBS já avaliavam que o pior cenário seria a saída forçada de Wesley do comando sem uma transição, o que causaria estrago em um setor marcado pela quebradeira de empresas. Os irmãos Batista teriam praticado, então, o chamado "insider trading", que é o uso de informações privilegiadas para lucrar na venda ou na compra no mercado financeiro, com a compra de U$ 1 bilhão às vésperas da divulgação da gravação e da venda de R$ 327 milhões em ações da JBS durante seis dias do mês de abril enquanto os réus negociavam a delação premiada com a Procuradoria Geral da República.

A operação Acerto de Contas também tem ordem de prisão contra Joesley Batista, que já está preso temporariamente desde domingo.

Em nota, a defesa dos irmãos Batista lamenta a ação.

O pedido de prisão é preventiva -sem data para sair- e foi expedido pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, onde a Folha de S.Paulo apurou que o empresário ficará preso. O escritório da J&F, empresa controlada pelos irmãos Batista, também foi alvo de operação da PF.

A ação desta segunda-feira é a segunda fase da Operação Tendão de Aquiles, que foi deflagrada inicialmente em 9 de junho; quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva.

O suposto crime na CVM não foi relatado pelos executivos da JBS no acordo de colaboração premiada.

O ministro determinou ainda a suspensão dos benefícios da colaboração firmada; por ambos ao afirmar que os elementos apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot; indicam que os delatores entregaram provas de maneira "parcial e seletiva".

Essas participações foram compradas por parte da JBS. Com isso, o grupo lucrou com a alta da moeda americana após a revelação da delação, em 17 de maio.

O crime está previsto no artigo 27-D da Lei 6.385/76, que regula o mercado de valores mobiliários. "No dia 31 de agosto, cumprindo o prazo do acordo, além dos áudios, foi entregue uma série de anexos complementares, e os dois colaboradores ainda estão à espera de serem chamados para serem ouvidos".

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