CNC eleva previsão de crescimento nas vendas do varejo em 2017

Safra de grãos agosto de 2017- IBGE

Esse foi o quinto crescimento mensal das vendas no ano e o segundo consecutivo, evidenciando, assim, um lento mas claro processo de recuperação do volume de vendas em 2017.

Segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial brasileira apresentou um crescimento de 0,5% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2016.

Isto contribuiu para uma desaceleração da queda do indicador (acumulado em -2,3% nos últimos 12 meses), que começou em outubro do ano passado (com redução de 6,8%).

O desempenho de julho não indica a interrupção da recuperação do setor, segundo Isabella Nunes, gerente da pesquisa.

Além dos combustíveis, que caíram de 1,6%, também registraram queda as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%); e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%).

Entre os três setores com avanço nas vendas, o destaque foi hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 0,7% entre junho e julho, seguido por tecidos, vestuário e calçados (0,3%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,4%).

O volume de vendas no varejo ampliado - que inclui as atividades de veículos e motos, partes e peças, além de material de construção - subiu 0,2% de junho para julho, com ajuste sazonal.

Na média móvel trimestral, a alta foi de 0,4%; comparado com junho, a pesquisa mostrou estabilidade nas vendas. No acumulado de 12 meses, o setor fechou com queda de 2,3% e a receita nominal atingiu 2,8%. Um representante do IBGE afirmou que qualquer tipo de incerteza, "seja no campo político ou econômico, traz reflexo para dentro das decisões de consumo e de investimento". Juros mais baixos barateiam o crédito, o que vem ajudando a estimular o consumo.

O IBGE informou que a atividade de Combustíveis e Lubrificantes foi a que mais pressionou o resultado de julho ao recuar 1,6% sobre o mês anterior. "Não [tem relação]. Os preços dos combustíveis estão em queda". Em termos de conjuntura a gente tem inflação em queda, mas uma taxa de juros bastante elevada ainda para as famílias, embora, em queda, ainda elevada, e um comportamento de um mercado de trabalho que está evoluindo via o aumento de ocupação sem carteira.

Revisão A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a projeção das vendas do varejo ampliado em 2017 de 1,8% para 2,2%.

Pesquisa mensal do IBGE mostra novamente um mês de reação no varejo de móveis.

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