Categoria reduzida para 2 na passagem pela Florid — Furacão Irma

O Irma atinge a Florida, onde os ventos impedem serviços de emergência

Às 19:00 de Lisboa, o furacão encontrava-se a 55 quilómetros a sul de Naples, na costa oeste da Florida, e viajava a 19 quilómetros/hora, segundo o centro, que alertou para a possibilidade de tempestade no mar em Naples e Marco Island, com inundações de 3,5 a 5 metros, recomendando à população para se afastar da água. É o mais poderoso registado no Atlântico, fez até agora pelo menos 25 mortos à passagem pelas Caraíbas. Ainda assim, as autoridades continuam a alertar a população para a violência deste fenómeno. Sendo que praticamente todo o Estado da Florida está sob alerta de furacão, o que afecta cerca de 36 milhões de pessoas.

A Reuters revela que há cerca de 1,6 milhões de pessoas sem energia. Atualmente, o Irma se está movendo a uma velocidade de 24 km/h em direção ao noroeste. Prevê-se que na segunda-feira à tarde o furacão se desloque para o norte da Florida e sudoeste da Geórgia.

O furacão Irma, que alcançou terra na costa oeste da Florida no domingo à tarde, baixou para categoria 2, numa escala de cinco, anunciou o centro americano de furacões.

Em São Martinho, uma ilha partilhada entre França e a Holanda, os estragos foram piores, com seis em cada dez casas a ficarem completamente destruídas à passagem do Irma e as autoridades locais a dizerem que grande parte da ilha está agora inabitável.

Heather Carruthers, comissária do condado de Monroe, disse que já se tinha conhecimento de uma morte, mas que mais pessoas morreram no arquipélago, onde moram quase 80 mil residentes permanentes.

"As estimativas dos prejuízos provocados pelo Irma devem aumentar para cerca de 100 mil milhões de dólares, tornando-o num dos furacões com os maiores custos de sempre", afirmou o fundador e CEO do Accuweather, Joel N. Myers, indicando que tal corresponde a meio ponto percentual da economia norte-americana.

E enquanto o Irma não passa, já se contabilizam danos, e não só deste furacão.

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