Janot pede prisão e suspensão de benefícios da delação de Joesley

Nos áudios Saud diz ainda a Joesley que teria ouvido de Cardozo que o ex-ministro teria cinco ministros do STF'no bolso- AFP

O ex-procurador - que atuava como braço-direito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, até março deste ano, e participava do Grupo de Trabalho da Lava Jato - passou a trabalhar no escritório de advocacia que negociou os termos da leniência do grupo JBS com a Procuradoria-Geral da República.

Em nota, a defesa de Miller criticou o pedido de prisão, feito durante o depoimento do ex-procurador no Rio. Não há ainda previsão sobre quando serão efetuadas pela Polícia Federal.

Na última segunda-feira (4), Janot anunciou a abertura de investigação para apurar possíveis irregularidades nas negociações da colaboração firmada com o Ministério Público.

Joesley foi questionado pelos investigadores e teve que explicar cada trecho da gravação da conversa entre ele e Ricardo Saud.

Joesley deixou a casa do pai no Jardim Europa às 13h45, na Zona Sul de São Paulo, rumo à Polícia Federal, e Saud, seu apartamento no Morumbi, também na Zona Sul. De acordo com o site da Folha, para a equipe de Janot, houve descumprimento de dois pontos de uma cláusula de delação que tratam de omissão de má-fé. Janot não se convenceu dos argumentos.

Joesley alega que foi apresentado a Miller por Francisco de Assis e Silva, advogado da empresa e também delator, porque estava à procura de alguém para a área de anticorrupção da empresa.

O ex-procurador pediu o desligamento do Ministério Público Federal no dia 23 de fevereiro, mas a saída foi oficializada em 5 de abril. Conforme a matéria do jornal fluminense, seis dos 11 ministros da Corte estariam considerando que as informações da JBS devem ser validadas.

"Caso tal notícia seja verdadeira, uma vez que o pleito tornou-se público, não se justifica mais a imposição de um contraditório diferido, sendo de rigor a observância do art. 282 do CPP".

Os advogados dos empresários pedem ainda que se observe artigo do Código de Processo Penal que determina que, "ressalvados os casos de urgência ou de perigo de ineficácia da medida, o juiz, ao receber o pedido de medida cautelar, determinará a intimação da parte contrária".

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