Em cerimônia no Planalto, Temer diz que realidade é crescimento do país

Kenzaburo Fukuhara  AFP

Ela não quer ajudar o outro. "E não consegue. Não consegue porque o Brasil não para".

Protagonista do golpe contra a democracia que afastou a presidenta eleita Dilma Rousseff do se mandato, do qual era vice, Temer disse o brasileiro quer "encontrar um caminho para verificar como atrapalha o outro". O povo brasileiro é capaz de encarar os problemas muitas vezes artificialmente criados, e dizer 'não vou no artifício, eu vou na realidade'. "E a realidade é o crescimento do país".

Segundo a PF, Temer teria recebido vantagens indevidas de R$ 31,5 milhões.

Já o lobista Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB), acusou Temer de ter dado aval para pagamentos via caixa dois para a campanha do candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, em 2012.

"Facínoras roubam do país a verdade".

Mais cedo, Temer divulgou uma nota na qual disse que "facínoras roubam do país a verdade” e que "bandidos constroem versões” em busca de imunidade ou perdão de crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas", diz a nota, sem citar diretamente nem o relatório da PF nem a delação de Funaro".

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foi o primeiro a falar e convocou representantes de empresários e trabalhadores de diferentes setores, como saúde, tecnologia, agronegócio e serviços para juntos apresentarem uma pauta com propostas de curto prazo que acelerem o processo de recuperação do crescimento. "Saímos de uma recessão acentuadíssima e progredimos nesses 16 meses", afirmou.

Entre o pedidos, a facilitação de crédito via BNDES, um programa para renovação de frota automobilística, controle para o dólar não cair mais e facilitar as importações que competem com produtos nacionais -especialmente na área de têxteis- e a retomada de obras públicas.

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