Defesa diz que Joesley e Saud 'não mentiram nem omitiram informações'

Joesley Batista se apresenta à sede da PF em São Paulo SP

Diferentemente da preventiva, a prisão temporária tem tempo para terminar.

Com a decisão judicial, agentes da Polícia Federal cumprem cinco mandados de busca e apreensão, sendo quatro em São Paulo e um no Rio de Janeiro, na Operação Bocca, relacionada à prisão de Joesley e Saud. A informação foi confirmada em depoimento, sob sigilo de Justiça, à PGR, na última quinta-feira. Em nota, o grupo assinalou que os executivos "estão cumprindo o acordo". Deu em mais 60 dias os delatores (Joesley e Ricardo Saud) anexarem dados ao processo. Joesley Batista e Ricardo Saud, cujas prisões foram decretadas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, por violação do acordo de colaboração premiada, se entregaram na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, no domingo. Eles deixaram o prédio por uma saída reservada, na região da Lapa, onde passaram a noite na carceragem.

Os executivos da JBS declararam às autoridades que subornaram Temer desde 2010 e apresentaram uma gravação comprometedora em que o atual chefe de Estado ouve e parece concordar com outras atividades ilícitas relatadas na conversa. Eles foram levados em dois veículos, acompanhados por forte escolta, do Aeroporto de Brasília. Refere-se a 'Bocca della Verità', cuja característica é seu papel como detector de mentiras.

Na Papuda não Joesley Batista e Ricardo Saud estão a caminho de Brasília e devem chegar perto das 14h, de acordo com seus advogados e devem ir ao IML para fazer exames, procedimento padrão.

"Desde a Idade Média, acredita-se que se alguém contar uma mentira com a mão na boca da escultura, ela se fecharia 'mordendo' a mão do mentiroso", diz nota da PF.

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