Mercado espera expansão maior da economia em 2017 e 2018, traz Focus

Mercado financeiro projeta menos inflação e mais crescimento para 2018

O resultado ficou abaixo do piso das estimativas do mercado (de 0,22% a 0,47%). Para 2018, a projeção do IPCA foi reduzida de 4,18% para 4,15%, no segundo ajuste consecutivo. A queda da inflação e mais esse sinal do Copom levaram a novo recuo na projeção para a Selic. No documento divulgado nesta segunda-feira (11), a mediana das expectativas apontou uma elevação no PIB (Produto Interno Bruto) de 0,50% para 0,60% neste ano e de 2% para 2,10% no ano seguinte, ao passo que as apostas para a inflação oficial caíram de 3,38% para 3,14% em 2017 e de 4,18% para 4,15% em 2018.

Na semana passada, o BC cortou a Selic em 1 ponto percentual, a 8,25% ao ano, e indicou que vai desacelerar o ritmo de reduções de forma "gradual". Para 2018, a expectativa permaneceu em 7,00%, ante 7,25% de um mês antes.

O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a inflação e aumentar a estimativa para o crescimento da economia este ano.

Os economistas também aumentaram a previsão para o avanço da produção industrial neste ano, de 1% para 1,1%. Em 2018, o crescimento deve ser de 2,10%, enquanto na semana passada os agentes de mercado esperavam uma alta de 2,0%. Para o índice suavizado nos próximos 12 meses, a expectativa saiu de 4,19% para 4,14%.

A mediana para o IPCA de 2017 está agora em 3,14%, abaixo dos 3,38% do relatório anterior.

O IPCA de agosto foi puxado pela queda no preço de alimentos e pelo comportamento favorável de outros itens, como os serviços.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a taxa básica terminará 2017 em 7,00% ao ano, mesmo patamar projetado há uma semana.

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