EUA propõem embargo "progressivo" sobre o petróleo contra a Coreia do Norte

Embaixadores da ONU votam durante reunião do Conselho de Segurança sobre a Coreia do Norte em Nova York

Os Estados Unidos querem que o Conselho de Segurança da ONU imponha um embargo de petróleo à Coreia do Norte, interrompa sua fundamental exportação do setor têxtil e submeta o líder Kim Jong Un a interdições financeira e de viagem, de acordo com uma proposta da resolução vista pela Reuters.

O porta-voz sublinhou que a China sempre cumpriu com as suas obrigações internacionais, mas quis deixar clara a sua oposição a qualquer "sanção unilateral fora do âmbito do Conselho de Segurança", um alerta que Pequim tem feito frequentemente.

Fontes diplomáticas apontaram que Washington teve que suavizar sua posição, após quatro dias de negociações intensas com Moscou e Pequim, sobre os trabalhadores norte-coreanos expatriados e a inspeção à força dos navios suspeitos de transportar cargas proibidas pelas resoluções da ONU.

No início deste mês de setembro, a Coreia do Norte realizou o sexto teste nuclear, afirmando se tratar de uma bomba de hidrogênio, que pode ser colocada em um míssil intercontinental.

O teste com uma bomba de hidrogénio foi o mais potente levado a cabo pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região.

"Caso os EUA eventualmente consigam aprovar uma 'resolução' ilegal e injusta, impondo sanções mais duras, a Coreia do Norte garantirá que os norte-americanos paguem o preço", informou o ministério de Relações Exteriores do regime de Pyongyang nesta segunda-feira.

Em julho, a Coreia do Norte já tinha realizado dois disparos de ICBM.

A Coreia do Norte ameaçou no domingo os Estados Unidos com "o maior sofrimento e dor" se continuarem a insistir que as Nações Unidas endureçam as sanções contra Pyongyang.

Estas atividades nucleares e balísticas violam as resoluções das Nações Unidas, que já infligiram várias sanções a Pyongyang.

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