Brasileiros relatam dificuldades para fugir do furacão Irma nos EUA

Passageiros aguardam no aeroporto de Miami

O devastador furacão atingiu o arquipélago cubano de Camagüey, ao norte da ilha, às 3H00 GMT de sábado (0H00 de Brasília).

O Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês) dos Estados Unidos, informou que rebaixou o furacão ao segundo nível mais alto, de categoria 4, mas ainda o classifica de "extremamente perigoso".

Em Cuba foi declarado o alerta máximo e cerca de 10 mil turistas foram retirados de hotéis e residências nas zonas costeiras mais expostas.

A população foi deslocada para regiões seguras, e a infraestrutura sensível aos fortes ventos foi removida para evitar danos materiais.

O Governo de Havana ordenou a retirada de um milhão de pessoas, como medida de precaução.

O Irma gerou ventos de cerca de 295 quilómetros hora durante mais de 33 horas, batendo o recorde do supertufão Hayan, que soprou sobre as Filipinas em 2013 com os mesmos ventos mas durante 24 horas. Para quem tem pesquisado a rota do Furacão Irma deve ficar atento nos sites oficiais do governo norte-americano, que se preparou para este fenômeno natural.

O furacão Irma, que atravessa o Caribe, perdeu força nesta sexta-feira (08/09), mas se move com ventos de 250 quilômetros por hora em direção à Flórida, passando por Cuba e pelas Bahamas.

Na Flórida, nos Estados Unidos, as autoridades aguardam o Irma com apreensão.

As estradas entraram em colapso com o número de pessoas que tentavam abandonar as zonas de risco, enquanto comboios militares seguiam para o sul com gasolina para permitir o transporte de mais pessoas. Nos EUA, mais de 6 milhões de pessoas na Flórida e na Geórgia foram avisadas para deixar suas casas.

O furacão Irma, o mais poderoso registado no Atlântico, fez até agora pelo menos 25 mortos à passagem pelas Caraíbas. "É agora", afirmou o governador do estado, Rick Scott, sublinhando a urgência da ordem para que os cidadãos se mudem para os abrigos que existem em todo o estado.

Algumas partes da região, como a Ilha de São Cristóvão e Porto Rico, sofreram com tempestades, mas conseguiram evitar maiores destruições. As operações em Miami, Fort Lauderdale, Fort Myers, Orlando, West Palm Beach e outros aeroportos estão canceladas durante todo o fim de semana.

De acordo com as autoridades, a rota do Irma deve passar pelas propriedades do presidente dos EUA Donald Trump na Flórida.

Os esforços de socorro e luta contra os saques estavam ainda mais complicados pela chegada de um ovo furacão, José, de categoria 4, e que deve atingir à região no sábado.

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