STF julgará suspeição de Janot na próxima quarta-feira

STF julgará suspeição de Janot na próxima quarta-feira

O ministro Edson Fachin, do Supremo, encaminhou para a presidente do STF, Cármen Lúcia, um pedido de abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer, por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em outras incursões ao Supremo contra Janot, os advogados do presidente se reportam expressamente a uma declaração do procurador - em julho, indagado sobre como agiria até o final de seu mandato, a expirar no próximo dia 17, Janot disse que, "enquanto houver bambu, lá vai flecha".

"Faz-se necessária a sustação de qualquer nova medida do chefe do Ministério Público Federal (MPF) em desfavor de Michel Temer, seja porque parte dos fatos ora noticiados denota a completa invalidade da prova produzida no bojo das delações, seja porque foi ratificada a arguição de suspeição do procurador-geral da República para atuar à frente dos casos que envolvam o chefe da nação", destacam os criminalistas Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Jorge Urbani Salomão, que representam Temer.

No mesmo dia, os ministros também vão analisar pedido da defesa para impedir Janot de apresentar nova denúncia contra o presidente. A questão será decidida pelo plenário da Corte, formado por 11 ministros.

A defesa do presidente alega que, nessa conversa, Saud disse a Joesley que Janot "iria ou irá trabalhar" no mesmo escritório onde foi atuar o ex-procurador Marcelo Miller.

A delação da JBS serviu como base para a PGR oferecer a primeira denúncia contra o presidente, que foi barrada na Câmara no início de agosto.

Na quarta-feira (13), Fachin também deve levar a julgamento outro pedido no qual a defesa de Temer pede para suspender uma eventual denúncia contra o presidente a ser apresentada por Janot. Hoje advogado, Miller trabalhou por três anos no gabinete do procurador-geral e conduziu acordo de leniência da J&F, controladora da JBS.

Dentro da Procuradoria-Geral da República, a avaliação é de que ainda que se levante qualquer questionamento sobre o acordo de delação premiada do Grupo J&F, a nova denúncia contra Temer se sustentará, pois ela "é robusta e se fundamenta em outros pilares", além da gravação do presidente feita pelo empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu.

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